OBJETOS MATEMÁTICOS
O número depende do sinal?
“2”, “dois” e “II” são sinais diferentes para o mesmo número. Que espécie de coisa é esse número? A pergunta abre a disputa entre platonismo, nominalismo e outras concepções dos objetos matemáticos.
Uma introdução à filosofia da matemática
Poucas linhas demonstram que √2 não é igual a nenhuma fração. A conclusão vale para infinitas frações que ninguém examinou uma a uma.
No Mathesis, esse é o ponto de partida para estudar a existência dos objetos matemáticos, o conhecimento que temos deles e sua aplicação na ciência.
Um curso de Deividi Pansera.
01 / A proposta
Dois filósofos podem aceitar cada linha de uma prova e discordar sobre o que são os objetos de que ela fala. O Mathesis examina essas discordâncias e as razões que sustentam cada posição.
OBJETOS MATEMÁTICOS
“2”, “dois” e “II” são sinais diferentes para o mesmo número. Que espécie de coisa é esse número? A pergunta abre a disputa entre platonismo, nominalismo e outras concepções dos objetos matemáticos.
O QUE CONTA COMO PROVA
Uma demonstração pode estabelecer a existência de certos números sem identificar quais são. A controvérsia entre Hilbert e Brouwer mostra como uma divergência filosófica altera os métodos aceitos na matemática.
MATEMÁTICA E CIÊNCIA
Uma equação pode levar a uma previsão que um experimento só confirmará depois. O problema de Wigner pergunta por que a matemática permite antecipar o comportamento do mundo físico.
Guias de estudo, questões e comentários.
02 / As aulas e os materiais
Os guias expõem o argumento com as premissas à vista. As questões pedem que você justifique uma conclusão, formule uma objeção ou compare duas respostas para o mesmo problema.
Você acompanha as respostas clássicas e os debates que deram origem ao logicismo, ao formalismo e às concepções contemporâneas da matemática.
Textos próprios para cada aula, com citações de fontes primárias, exemplos desenvolvidos e referências para continuar a leitura.
As questões cobram explicações e comparação de posições. Os comentários desenvolvem as respostas e indicam o que precisa aparecer no argumento.
03 / O programa
Formular e relacionar os problemas ontológicos, epistemológicos e de aplicação, distinguindo demonstração e interpretação filosófica.
Comparar as explicações platônica e aristotélica dos objetos e do conhecimento matemático.
Distinguir a análise de Leibniz da construção kantiana e explicar o problema do sintético a priori.
Distinguir aquisição e justificação e avaliar a generalização empirista para a aritmética.
Reconstruir uma diagonalização e explicar como paradoxos e independência afetam a escolha de axiomas.
Explicar o objetivo da redução à lógica e localizar o princípio que produz o paradoxo no sistema fregeano.
Distinguir axiomatização, interpretação, formalização e prova de consistência.
Distinguir prova com testemunha, argumento clássico de existência e diferentes programas construtivistas.
Distinguir incompletude de indecidibilidade e enunciar o alcance de cada resultado.
Distinguir o problema de identidade de 1965 do problema epistemológico de 1973.
Reconstruir o argumento e indicar qual premissa cada objeção contesta.
Distinguir nominalização, conservatividade, ficcionalismo e figuralismo.
Explicar um princípio de abstração e formular o problema de selecionar princípios aceitáveis.
Reconstruir a ontologia estruturalista e sua resposta ao problema do conhecimento, identificando a dificuldade do infinito.
Comparar explicações medievais da quantidade e do conhecimento matemático, distinguindo objetos, abstração e redução ontológica.
Reconstruir a explicação tomista dos objetos e do conhecimento matemático, distinguindo abstração, separação e idealização.
Explicar quantidade e estrutura e reconstruir a sequência epistemológica de Franklin com seus limites.
Comparar as seis posições pelo que afirmam sobre existência, necessidade e dependência.
Reconstruir o modelo conceptualista e identificar suas premissas ontológicas, epistemológicas e modais.
Distinguir inscrição, conceito, objeto e interpretação, explicando como signos e diagramas participam da justificação matemática.
Distinguir intuição, evidência, prova e explicação, acompanhando uma demonstração completa.
Distinguir cálculo e interpretação e reconhecer diferentes sentidos de objetividade.
Explicar como uma representação sustenta inferências e comparar respostas ao problema da eficácia.
O módulo IV reserva cinco aulas ao pensamento medieval, à filosofia de Tomás de Aquino e às posições contemporâneas sobre o realismo e as ideias divinas.
04 / Para quem é
O curso se dirige a estudantes de matemática e filosofia, professores e leitores que querem compreender o que a matemática pressupõe ao falar de números, provas e conhecimento.
Não exige formação anterior em filosofia. Os conceitos e a matemática necessária são explicados nas aulas. Os guias têm o nível de uma disciplina introdutória de graduação.
O estudo inclui leitura e questões discursivas. Reserve tempo para reconstruir um argumento e explicar onde surge uma objeção.
DEIVIDI PANSERA05 / Seu professor
Doutor em Matemática
Possui graduação em Matemática e Computação Científica pela Universidade Federal de Santa Catarina, mestrado em Matemática pela Universidade Federal de Santa Catarina e doutorado em Matemática pela Universidade do Porto e Universidade de Coimbra. Possui artigos publicados nas áreas de matemática e filosofia em diversas revistas acadêmicas internacionais: Communications in Algebra, Contemporary Mathematics e Scripta Theologica. Em 2019, descobriu uma classe de entes matemáticos que estão sendo chamados de Pansera's Hopf Algebras.
Pesquisa nas áreas de Lógica, Matemática, Filosofia da Lógica, Filosofia da Matemática, Filosofia da Ciência, Filosofia da Inteligência Artificial e Metafísica.
Já deu aulas na Universidade Federal de Santa Catarina, Universidade do Porto, Faculdade Vicentina e Faculdade Mar Atlântico. Além disso, também desenvolve um trabalho na internet há 5 anos, com milhares de alunos. Com a experiência orientando alunos, ministrando aulas e mentorias, desenvolveu a capacidade de guiar os alunos na superação de desafios e no desenvolvimento do raciocínio crítico.
Por que Mathesis?
μάθησις
Mathesis é a palavra grega para aprendizado. O Mênon de Platão e o projeto de uma mathesis universalis, em Descartes e Leibniz, dão ao nome sua história filosófica.
Não há exigência de formação anterior em filosofia. Os conceitos necessários são apresentados nas aulas, e os guias ajudam a retomar os argumentos. O curso pede disposição para leitura e estudo.
A matemática necessária é explicada no curso. Os exemplos e as demonstrações ajudam a investigar os problemas filosóficos tratados em cada aula.
São 23 aulas gravadas em cinco módulos, com carga estimada de 34,5 horas. O programa inclui as respostas clássicas, os programas de fundamentos, realismo e antirrealismo, a tradição aristotélica e as ideias divinas, além de prova, probabilidade e aplicação.
Cada aula conta com um guia de estudo em PDF, questões de análise e comentários. Os materiais trazem referências para aprofundar a leitura e comparar as posições estudadas.
Você terá acesso ao curso por dois anos, para acompanhar as aulas e retomar os estudos durante esse período.
O curso prevê certificado após a conclusão. Consulte a equipe sobre os critérios e as condições de emissão.
O investimento é de R$ 497, com acesso por dois anos. Fale com a equipe para conhecer as condições de inscrição, a data de início e o calendário de liberação das aulas.
07 / Inscrição
O curso reúne 23 aulas gravadas, com guias de estudo e questões comentadas. O prazo de acesso é de dois anos. Consulte a equipe sobre a inscrição e o calendário de liberação.
MATHESIS / CURSO COMPLETO
De R$ 697 por
2 anos de acesso ao curso
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